quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Minha cidade...meu poema


Cidade Poema, Cidade Menina,
seara divina entre verdes montanhas,
que embora formosas, têm formas discretas
e encantam poetas de terras estranhas...

Cidade Poema, às margens do rio,
tranqüilo ou bravio... entoando cantigas...
que levam nas águas os risos e as penas
das almas serenas das casas antigas...

Cidade Poema das altas mangueiras,
das Luas fiandeiras de sonhos e brilhos.
Do manto estrelado a adornar sua história,
louvada a memória na voz de seus filhos...

Cidade Poema das praças floridas
que enfeitam as vidas da infância brejeira.
Cidade em que a crença é uma força que existe
e a todos assiste da mesma maneira...

Cidade Poema, em que o peso dos fardos
a pena dos bardos transforma em poesia.
São tantos os versos, que vejo um garimpo
e as graças do Olimpo na sua magia...

Cidade Poema - cenário de artistas,
de exímios ciclistas, de amigos da gente.
Cidade em que a tarde debruça na ponte
e o Sol no horizonte colore o poente...

Cidade Poema que tem revoada
sombreando a fachada da Igreja Matriz.
Cidade em que o povo não foge à batalha,
que luta... trabalha... e cumpre o que diz...

Maria Lua

Edmar Tapiassá Maia

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